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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Cleópatra - O Último Faraó


Estamos a 12 de Agosto de 30 a.C., e na esplendorosa cidade portuária de Alexandria uma mulher desesperada acaba de cometer suicídio. A sua morte foi tão espectacular e fantástica como a sua vida, seus sonhos e desejos nunca foram concretizados, mas o seu nome perdurou até aos nossos dias e a sua vida tornou-se uma lenda. Cleópatra VII do Egipto, a mulher que ousou desafiar a maior potência militar e política da sua época e que tentou a todo o custo preservar a liberdade do seu país e intactos os seus costumes ancestrais. 
Mas o que levou esta mulher tão influente a acabar com a sua própria vida? Porque razão se tornou ela numa das mais poderosas e famosas mulheres da História? Para responder a estas e outras questões teremos que recuar no tempo e conhecer melhor a vida desta cativante mulher.

Cleopatra Thea Philopator nasceu em Janeiro de 69 a.C., filha do faraó Ptolomeu XII e descendente da linhagem ptolomaica que governou o Egipto depois da conquista de Alexandre Magno. Desde muito cedo que manifestou uma grande inteligência e uma aptidão natural para a política e para a administração, razão pela qual iria governar como co-regente ao lado do pai até à morte deste. Em 51 a.C. sobe ao trono ao lado do seu irmão mais novo, Ptolomeu XIII (de apenas 10 anos), com o qual viria a casar. Instigado pelas intrigas provocadas pelos seus dois tutores, Potino e Aquilas, que não aprovavam a regência de Cleópatra e que desejavam governar eles mesmos o Egipto, o jovem rei vira-se contra a sua mulher e força-a a exilar-se na Síria em 48 a.C..
Por acaso fortuito, em Setembro desse ano, chega a Alexandria Pompeu o Grande, que tendo perdido a batalha de Farsalo, procura asilo no Egipto. Ptolomeu XIII, influenciado pelos seus dois tutores, ordena a morte deste na esperança de cair nas boas graças do novo senhor de Roma e do Mundo, Júlio César. Este chega ao Egipto no Inverno de 48 a.C. - 47 a.C. perseguindo o seu rival e fica destroçado ao saber o triste destino do seu genro. Talvez por isso tenha decidido intrometer-se na política egípcia e convoca uma reunião com Ptolomeu, mas na noite anterior ao seu encontro dá-se um acontecimento lendário. Segundo Plutarco, Cleópatra envia um presente a César, um belo tapete, que ao ser desenrolado revelou a própria rainha. Segundo a lenda, Cleópatra terá ficado encantada com o charme de César e com as suas fascinantes histórias amorosas. Tomando o seu partido e tornando-se seu amante, o general romano declara guerra a Ptolomeu XIII, que acaba por morrer afogado. César repõe Cleópatra no trono e escolhe para seu marido o seu outro irmão, Ptolomeu XIV. O Egipto mantém-se assim independente mas sob a protecção de Roma. 

Durante a estadia de César no Egipto nasce o 1º filho de Cleópatra, Ptolomeu XV Caesar mais conhecido por Caesarion, mas este recusou-se a reconhecê-lo como seu herdeiro, nomeando o seu sobrinho Octávio. Entre 46 a.C. - 44 a.C., Cleópatra muda-se para Roma para estar mais perto do seu amante, o seu caso com César é conhecido por toda a sociedade tornando-a numa mulher de reputação dúbia e vítima de boatos e calúnias. Após a morte do seu amante, a rainha é obrigada a abandonar Roma pela calada da noite, pois teme pela sua segurança, e regressa ao Egipto onde Ptolomeu XIV tinha morrido em circunstâncias misteriosas. Caesarion passa por isso a ser o seu co-regente.

Em 42 a.C. é convocada à presença de Marco António, o novo homem forte de Roma, para prestar contas da sua lealdade. Cleópatra chega a Tarso em grande pompa e circunstância causando um profundo espanto e encanto a este homem de origens humildes. Segundo a lenda, a rainha desfaz a sua melhor pérola num copo de vinho para demonstrar seu o poder e riqueza. Uma vez mais um dos homens mais poderosos do mundo sucumbe aos seus encantos e durante o Inverno de 42 a.C. - 41 a.C. que passaram juntos em Alexandria, engravida pela 2ª vez, desta vez de gémeos, Cleópatra Selene e Alexandre Hélios. 
Após 4 anos de ausência, em 37 a.C., António, que se encontrava numa expedição contra os Partos, regressa a Alexandria. Segundo a lenda, casou-se com ela seguindo os antigos rituais egípcios e daqui nasce um outro filho, Ptolomeu Filadelfo. Em 34 a.C., após a conquista da Arménia, António coroou Cleópatra e seus filhos, como reis de grande parte das províncias romanas do Oriente e deu à sua mulher o título de Rainha dos Reis. Estas notícias caíram que nem uma bomba sobre Roma, já não bastava António ter trocado a sua mulher Octávia, irmã de Octávio, por uma mulher de reputação dúbia, mas agora tratava-a como uma grande rainha e quase como uma deusa. O Senado decretou imediatamente, tanto António como Cleópatra como inimigos públicos e declarou-lhes guerra a 31 a.C..
A 2 de Setembro de 31 a.C. dá-se a Batalha Naval de Actium, em que a frota romana comandada por Marcus Vipsanius Agrippa destrói por completo a frota egípcia. A batalha fica marcada pela fuga de Cleópatra, que julgando o seu marido morto decide regressar ao Egipto, António vendo-a partir abandona os seus homens à sua sorte e segue-a.
Um ano depois Octávio invade o Egipto e Cleópatra desesperada decide por termo à sua vida, pois sabe que se não o fizer irá ser arrastada pelas ruas de Roma como um troféu, exibida como um animal e finalmente condenada à morte para gáudio de todos os romanos. Segundo a lenda deixou-se picar no seio por uma víbora.

Com a morte do último faraó, o Egipto perde a sua independência e torna-se finalmente numa província romana. É incrível, esta mulher que segundo todos os dados históricos não era bonita, conseguiu cativar os 2 homens mais poderosos do mundo e governar o seu país com sabedoria e segurança, numa época em que a mulher nada mais era do que uma escrava do seu marido. Mas será que ela os amou de facto? Será que tudo não passou de uma estratégia política para manter a independência do Egipto? Se não se tivesse suicidado, teria conseguido cativar também Octávio?
Nunca o poderemos saber, mas esta mulher que tanto fez pelo bem estar do seu país, merece de facto o seu lugar na História e vem demonstrar que "a beleza está nos olhos de quem a vê".


terça-feira, 16 de junho de 2015

Quem eram os Faraós?



Introdução 



Os faraós eram os reis do Egito Antigo. Possuíam poderes absolutos na sociedade, decidindo sobre a vida política, religiosa, econômica e militar. Como a transmissão de poder no Egito era hereditária, o faraó não era escolhido através de voto, mas sim por ter sido filho de outro faraó. Desta forma, muitas dinastias perduraram centenas de anos no poder.

 

O poder dos faraós



Na civilização egípcia, os faraós eram considerados deuses vivos. Os egípcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a população egípcia.



Os impostos arrecadados no Egito concentravam-se nas mãos do faraó, sendo que era ele quem decidia a forma que os tributos seriam utilizados. Grande parte deste valor arrecadado ficava com a própria família do faraó, sendo usado para a construção de palácios, monumentos, compra de jóias, etc. Outra parte era utilizada para pagar funcionários (escribas, militares, sacerdotes, administradores, etc) e fazer a manutenção do reino.



Ainda em vida o faraó começava a construir sua pirâmide, pois está deveria ser o túmulo para o seu corpo. Como os egípcios acreditavam na vida após a morte, a pirâmide servia para guardar, em segurança, o corpo mumificado do faraó e seus tesouros. No sarcófago era colocado também o livro dos mortos, contando todas as coisas boas que o faraó fez em vida. Esta espécie de biografia era importante, pois os egípcios acreditavam que Osíris (deus dos mortos) iria utiliza-la para julgar os mortos.



Exemplos de faraós famosos e suas realizações:



- Tutmés I – conquistou boa parte da Núbia e ampliou, através de guerras, territórios até a região do rio Eufrates.



- Tutmés III – consolidou o poder egípcio no continente africano após derrotar o reino de Mitani.



- Ransés II – buscou estabelecer relações pacíficas com os hititas, conseguindo fazer o reino egípcio obter grande desenvolvimento e prosperidade. 



Tutankamon – o faraó menino, governou o Egito de 10 a 19 anos de idade, quando morreu, provavelmente assassinado. A pirâmide deste faraó foi encontrada por arqueólogos em 1922. Dentro dela foram encontrados, além do sarcófago e da múmia, tesouros impressionantes.

 

Curiosidade:
 

A maldição do faraó 

No começo do século XX, os arqueólogos descobriram várias pirâmides no Egito Antigo. Nelas, encontraram diversos textos, entre eles, um que dizia que: "morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faráo". Alguns dias após a entrada nas pirâmides, alguns arqueólogos morreram de forma estranha e sem explicações. O medo espalhou-se entre muitas pessoas, pois os jornais divulgavam que a "maldição dos faraós" estava fazendo vítimas. Porém, após alguns estudos, verificou-se que os arqueólogos morreram, pois inalaram, dentro das pirâmides, fungos mortais que atacavam os órgãos do corpo. A ciência conseguiu explicar e desmistificar a questão.